
Com foco em inovação e no avanço de soluções para uma matriz energética cada vez mais eficiente, a Diamante Energia integrou uma missão técnica à China voltada à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico no setor energético.
A delegação brasileira contou com representantes da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), do SATC e da Diamante Energia, representada pelo engenheiro de operação Ariel Brambilla. Durante a viagem, o grupo visitou o Instituto Nacional de Energia Limpa e de Baixo Carbono (NICE), em Pequim, um dos principais centros de pesquisa do país dedicados ao desenvolvimento de tecnologias de energia limpa.
Fundado em 2009 com apoio da China Energy, o instituto atua em áreas estratégicas como redução de emissões de carbono, hidrogênio, proteção ambiental e inteligência artificial aplicada aos sistemas energéticos. O NICE reúne cerca de 700 pesquisadores, incluindo aproximadamente 300 doutores, e mantém parcerias com universidades e centros de pesquisa em diversos países.
Durante a visita, foram apresentados projetos inovadores e discutidas oportunidades de cooperação internacional, especialmente na área de captura e utilização de CO₂ — uma das frentes mais promissoras para a transição energética e mitigação de impactos ambientais.
A programação incluiu visitas técnicas a importantes instalações industriais. Em Ningbo, próxima a Xangai, a comitiva conheceu uma usina de 4,45 GW que integra geração a carvão com fontes renováveis, como solar, eólica e armazenamento em baterias. Um dos destaques foi a tecnologia termoquímica capaz de capturar até 10 mil toneladas de CO₂ por ano com o uso de carvão ativado — número que a China pretende multiplicar em projetos futuros. O dióxido de carbono capturado já encontra aplicação, por exemplo, na indústria naval.
Já em Yinchuan, no norte do país, a delegação teve contato com iniciativas voltadas ao desenvolvimento de zeólitas especiais do tipo 5X, materiais com aplicação relevante na indústria de óleo e gás.
Em Pequim, dois pontos estratégicos marcaram a agenda: a aproximação com empresas EPCistas, que podem contribuir para o desenvolvimento de uma planta industrial de zeólitas a partir do carvão mineral, e o aprofundamento da relação com o NICE, reforçando o potencial de cooperação tecnológica.
Para o engenheiro Ariel Brambilla, a experiência evidenciou o papel estratégico da inovação no setor:
“Viajar à China é sempre uma experiência marcante, seja pela cultura ou pela pujança industrial. O país é um verdadeiro canteiro de obras, com projetos em andamento por todos os lados. Esse dinamismo mostra por que a China é hoje um dos principais polos de desenvolvimento de tecnologias de ponta.”
A missão, que envolveu cerca de 27 horas de deslocamento, reforça a importância da busca contínua da Diamante por conhecimento e parcerias internacionais. Em um cenário global de transição energética, a experiência também evidencia como o carvão pode ser ressignificado por meio da tecnologia, agregando valor e reduzindo impactos.
A participação da Diamante na missão contribui não apenas para o desenvolvimento das operações do Complexo Jorge Lacerda, mas também para o fortalecimento de todo o setor carbonífero brasileiro, ampliando horizontes e conectando o país às tendências globais de inovação em energia.