
A Energia Pecém, ativo da Diamante Energia, em São Gonçalo do Amarante (CE), recebeu nesta quarta-feira (26/11), um grupo de 40 pesquisadores, estudantes e empresários no 1º Workshop BioENERGIA: Biomassa do Coco e Carvão Híbrido na Descarbonização de Termelétricas.
Em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE), a usina vem estudando a aplicabilidade do uso do coco na geração de energia. Há cerca de um ano, o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) avalia como produzir o biochar (biocarvão) a partir da casca do coco verde, com posterior aplicação em blends com carvão mineral em caldeiras industriais.
Durante todo o dia, o workshop reuniu estudiosos e integrantes da cadeia produtiva do coco no Ceará para discutir os avanços e desafios da pesquisa. Além do dia de palestras técnicas na usina da Diamante, a programação inclui visita, na próxima sexta-feira (28), ao Espaço BioEnergia e à planta piloto localizada no Laboratório LAIS, no Campus do Itaperi, em Fortaleza.
O projeto faz parte da agenda estratégica de evolução energética da Diamante Energia. Serão investidos R$ 2,7 milhões no projeto, que conta com financiamento do programa de PD&I da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e terá duração de 24 meses (término em dez/2026).
Quanto maior o percentual de biocarvão — proveniente de fontes renováveis como a casca do coco verde — maior o potencial de redução nas emissões, já que parte do carbono emitido é de origem biogênica e, portanto, neutro do ponto de vista climático. A definição da composição ideal, capaz de maximizar a redução de emissões sem comprometer o desempenho energético nas caldeiras da UTE Energia Pecém, será um dos principais resultados esperados ao final da pesquisa desenvolvida em parceria com a UECE.
Outro impacto positivo do projeto é o aproveitamento do resíduo do coco, reduzindo a destinação inadequada do material. Na UECE, a Unidade Piloto de Pirólise e Torrefação de Biomassa (UPTB) começou a ser utilizada em agosto deste ano para processar grandes volumes de casca de coco e para avaliar os parâmetros críticos de operação: temperatura, tempo de residência, granulometria, rendimento e qualidade do biochar produzido.
O projeto de carvão híbrido é executado com recursos do programa de (PD&I) regulado pela Aneel, e conta com a coordenação técnica da Energia Pecém, execução acadêmica da Universidade Estadual do Ceará e suporte técnico do IDESCO. A iniciativa alinha-se aos compromissos ambientais da empresa, com foco em inovação aplicada e desenvolvimento regional.
Ele é um blend tecnicamente controlado entre dois tipos de carvão: o carvão vegetal, produzido a partir da pirólise lenta da casca do coco verde e, futuramente, também do lodo de estações de tratamento de efluentes (ETE), e o carvão mineral, de origem fóssil, amplamente utilizado nas usinas termelétricas. O processo de mistura permite obter um produto com propriedades físico-químicas otimizadas para melhorar o desempenho térmico e reduzir a pegada de carbono em caldeiras como as da Energia Pecém.