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CEO da Diamante destaca os desafios da geração de energia no Brasil em evento no Ceará

CEO da Diamante destaca os desafios da geração de energia no Brasil em evento no Ceará

Publicado em
9/25/2026

O presidente da Diamante, Pedro Litsek, participou nesta quinta-feira (24) do Proenergia Summit 2026, evento do setor energético realizado em Fortaleza (CE), como um dos palestrantes do painel "Oportunidades e desafios na geração e transmissão de energia". Em sua apresentação, Litsek destacou a necessidade de ampliar a geração de base no Brasil nos próximos anos em virtude das previsões informadas pela ANA – Agência Nacional de Águas - da redução da afluência dos rios para geração hidrelétrica especialmente no Sudeste e Centro Oeste. “A operação das hidrelétricas está evoluindo para a de grandes baterias, carregando durante o dia (quando temos uma geração solar importante) e descarregando a noite. O resultado é que vamos precisar de uma nova geração de base, de baixo carbono, para substituir a firmeza que a hidroeletricidade não conseguirá mais entregar sozinha", afirmou.

Nesse sentido, o executivo contou que a companhia estuda usinas a carvão com captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS), aproveitando a cadeia carbonífera de Santa Catarina. Segundo ele, a tecnologia ainda está em amadurecimento e tem como desafios o alto custo e a destinação do CO₂ capturado. Outra aposta da Diamante são os pequenos reatores modulares (SMRs), como fonte de geração firme e de baixo carbono. Litsek lembrou que o marco regulatório do setor ainda está em construção, mas que a empresa já realiza estudos de pré-viabilidade e iniciou, junto à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), o processo de obtenção da Licença Prévia de Local (LPL) para sua usina em Santa Catarina.

O presidente também apresentou outras frentes de investimento da Diamante, como o cadastro de projetos para o leilão de baterias, a aquisição das usinas de Pecém II (CE) e Itaqui (MA) e as pesquisas em biocarvão e em micro-reatores nucleares. A primeira iniciativa, que aproveita a casca do coco para produzir carvão vegetal a ser misturado ao carvão da usina de Pecém, é uma parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE) e conta com suporte técnico do IDESCO. Já o projeto nuclear tem financiamento parcial da FINEP (R$ 30 milhões) e aporte de R$ 20 milhões da própria Diamante e visa a construção de um protótipo de um micro-reator nuclear com capacidade de geração de 5 MW.

A Diamante mantém outros planos de expansão no Ceará. Um deles envolve sistemas de armazenamento de energia por baterias.A empresa possui projetos cadastrados que somam até 300 megawatts (MW) e pretende participar do próximo leilão de capacidade, previsto para o fim deste ano.“Nossa ideia é participar do próximo leilão, que deve acontecer até final do ano”, afirmou Litsek.

Olivia Rhye
Product Designer, Untitled

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