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Diamante Energia realiza blend da primeira remessa de carvão vegetal feito a partir da casca do coco

Diamante Energia realiza blend da primeira remessa de carvão vegetal feito a partir da casca do coco

Publicado em
8/17/2026

Oitocentos e oitenta quilos de carvão vegetal originário da pirólise da casca do coco verde foram transportados para a usina da Diamante no Ceará, que se prepara para a combustão desta matéria-prima em blend com o carvão mineral. Esse foi mais um importante passo da pesquisa patrocinada pela empresa em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE).

No Laboratório de Conversão Energética e Inovação da instituição, construído com recursos do projeto de pesquisa, foram produzidas as centenas de quilos de biocarvão para compor a mistura final do carvão híbrido e realizar os testes de combustão na caldeira industrial previstos para outubro deste ano.

“Coletamos no último dia 29 o carvão vegetal produzido ao longo deste ano e que estava armazenado no Laboratório da UECE, coordenado pela professora Mona Lisa Moura. Transportamos o material para a UTE Energia Pecém onde foi descarregado em local isolado. No dia 30, nossas equipes, em conjunto com pesquisadores da universidade, realizaram o processo de mistura com carvão mineral no pátio de armazenamento em local separado e sinalizado”, detalha o engenheiro Diego Rebouças.

Na mistura para formar o carvão híbrido foram utilizados 87.120 quilos de carvão mineral junto aos 880 quilos fornecidos pelo Laboratório. Para compor a mistura final e promover o teste de queima na caldeira da usina faltam cerca de 520 quilos de biocarvão, que também serão produzidos pela Uece. A estimativa, segundo Rebouças, é realizar esta combustão em outubro deste ano.

Ele explica que as principais diferenças estão no PCS – Poder Calorífero Superior do carvão vegetal, além de menor teor de enxofre na comparação com o carvão mineral. Um importante ponto da pesquisa está na mensuração da quantidade de CO2 que é capturado pelo carvão vegetal visando a geração de créditos de carbono.

Quanto maior o percentual de biocarvão proveniente de fontes renováveis como a casca do coco verde maior o potencial de redução nas emissões, já que parte do carbono emitido é de origem biogênica e, portanto, neutro do ponto de vista climático.

"Este projeto reflete o compromisso da Diamante com a inovação e a evolução energética. Ao investir em pesquisa e parceria com a Uece, buscamos não apenas viabilizar tecnicamente o uso do biocarvão, mas também consolidar um caminho concreto para a redução de emissões e a geração de créditos de carbono em nossa operação", afirma Pedro Litsek, presidente da Diamante.

O projeto faz parte da agenda estratégica da Diamante para buscar soluções que combinem desempenho térmico, viabilidade operacional e redução de emissões de carbono. Foram investidos R$ 2,7 milhões no projeto, que conta com financiamento do programa de PDI da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e terá duração de 24 meses (término em dez/2026).

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Saiba mais em: https://www.diamanteenergia.com/pt/projetos-em-execucao/desenvolvimento-e-aplicacao-de-carvao-hibrido-biomassa-biocarvao-carvao-mineral

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Olivia Rhye
Product Designer, Untitled

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