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O Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL) recebeu, nesta terça-feira (6), uma equipe da ISGEC, empresa indiana fornecedora de caldeiras, para uma visita técnica relacionada aos estudos sobre o possível aproveitamento de rejeitos de carvão na recuperação de áreas degradadas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na região de Criciúma, a partir do uso deste combustível numa caldeira de leito fluidizado.
A agenda foi conduzida pelo gerente da UTLC, Marcelo Bzuneck; com o apoio do gerente da UTLA, Nelson Hartmann; do engenheiro de Operação da UTLB, Adilson Geraldo Machado; da engenheira de Manutenção, Bárbara Dacal Azevedo; do engenheiro de Manutenção, Alessandro Wuo; da técnica ambiental, Heloise Oliveira da Silva; além de representantes da CSN e da empresa de engenharia C&L.
Como parte da agenda técnica, no dia anterior, os representantes da empresa também visitaram os pátios de armazenamento de rejeitos da CSN, em Criciúma, ampliando o conhecimento sobre o material e seu contexto na região.
A partir dessas visitas, serão realizados estudos para avaliar a viabilidade técnica da utilização do rejeito de carvão. Caso a alternativa se mostre viável, a iniciativa poderá contribuir para dar uma nova destinação a um material que atualmente representa um passivo ambiental, associando a recuperação de áreas à busca por soluções mais eficientes para o aproveitamento dos rejeitos.
O trabalho está alinhado à perspectiva de uma transição energética justa, que considera não apenas os desafios relacionados à geração de energia, mas também as oportunidades de inovação e de construção de soluções para os passivos associados à atividade.
O que são esses rejeitos?
Os rejeitos de carvão são materiais resultantes do processo de beneficiamento do minério, que apresentam características que impedem ou limitam seu aproveitamento como combustível na geração de energia. Parte desse material permanece depositada em áreas destinadas ao armazenamento de rejeitos na região carbonífera, incluindo áreas de responsabilidade da CSN. Esses depósitos estão relacionados a passivos ambientais históricos da atividade minerária e demandam ações de recuperação ambiental. A proposta em estudo pela Diamante busca avaliar a viabilidade do uso deste material para geração de energia no CTJL através da introdução de queima em caldeira de leito fluidizado, uma vez que a atual tecnologia de combustão de suas caldeiras impedem o uso deste material.